Os números de 2011

1 01 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 5.200 vezes em 2011. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

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II WORKSHOP DE CERVEJA ARTESANAL

23 09 2011





6° Encontro Nacional – Florianópolis 2011

27 06 2011

Hotel SESC Cacupé - Florianópolis 2011

O Sexto Encontro Nacional de Cervejas Artesanais aconteceu nos dias 23, 24 e 25 de junho nesse ano de 2011, no SESC Cacupé na maravilhosa cidade de Florianópolis. A AcervA Baiana esteve representada por seus membros Adriano e Fabrício.

O encontro começou na quarta feira a noite com um encontro informal na Academia da Cerveja, um bar muito aconchegante com uma carta de cervejas excelente, que incentiva os cervejeiros caseiros com o Chopp da quinta bica ( http://www.academiadacerveja.com.br/ ). Podemos rever velhos amigos da Acerva Carioca e conhecer os novos amigos da Acerva Pernambucana.

No primeiro dia oficial do evento foi marcado pelo início das palestras. A palestra da manhã foi  um encontro e bate papo com o Deputado Jeronimo Goergen (http://www.jeronimogoergen.com.br/ ), que foi o primeiro evento oficial de um deputado federal em um evento cervejeiro no Brasil. O deputado nos deixou informado como andam as negociações com o governo com a nova mudança tributária e também foi informado sobre a realidade das microcervejarias no Brasil, e como é desonesta a luta com as grandes cervejaria, com impostos chegando a 60% no produto final.

A primeira palestra da tarde foi do amigo Leonardo Sewald da nova microcervejaria Seasons Craft Brewery de Porto Alegre (que já tive a oportunidade de conhecer), que mistura alegria e criatividade em suas cervejas, destaque para as suas cervejas GreenCow e FunHouse – Start a Revolution, drink better beer http://www.cervejariaseasons.com.br/ . Na sequencia tivemos a oportunidade de ouvir e conhecer um pouco da história da Waybeer – Rock your Taste ( http://www.waybeer.com.br/ ), de Alessandro Oliveira de Curitiba no Paraná, que faz uma cerveja Lager de 8,4 % de alcool e envelhecida em madeira de amburana. Após essas duas experiências de novas duas cervejarias no Sul do Brasil, o baterista do grupo Nenhum de Nós, Sady Homrich, apresentou o Extra Malte, que acontece uma vez por mês em Porto Alegre. O Extra Malte especial teve a participação de Juliano Mendes fundador da Eisenbahn em Blumenau, Arlindo Guimarães da Amazon Beer http://www.amazonbeer.com.br/ em Belém do Pará e Samuel Cavalcanti da Bode Brown http://bodebrown.com.br/de Curitiba, além dos excelentes comentários dos palestrantes, a discussão aconteceu com a desgustação da cerveja Coruja Weizenbock, cerveja Amazon Beer com bacuri e a Wee Heavy da Bode Brown, medalha de ouro nesse ano no Mondial de La Biere no Canadá, todas as cervejas foram harmonizadas com croquetes fritos. Para finalizar a tarde houve a tão aguardada palestra de Randy Mosher sobre Beer Paradise. Randy Mosher é um designer gráfico, um apaixonado pela cerveja e professor do Siebel Institute de Chicago, e autor de Radical Brewing e Tasting Beer.

Randy Mosher em Radical Brewing

A sexta feira começou cedo para aqueles que por volta de 9 horas da manhã, ingressaram em 2 ônibus para fazer um BierTour nas cervejarias Das Bier de Gaspar, Eisenbahn e Bierland em Blumenau e Schornstein em Pomerode. A tarde as palestras prosseguiram com a palestra de Marcelo Cerdan da Fermentis, sobre a otimização no uso de fermentos secos, que foi muito útil para aqueles que utilizam o fermento seco. Na sequência Maurício Beltramelli, do site Brejas e proprietário do bar Brejas em Campinas, falou um pouco sobre as cervejas, seu bar e sobre o estilo Pilsen contra as cervejas de massa. Para encerrar a sessão de palestras o mestre Randy Mosher falou sobre Radical Brewing, uma excelente palestra sobre a história da cerveja, como ela mudou a história do mundo, o que aconteceu nos Estados Unidos e como podemos fazer para aproximar os tomadores de cerveja de massa para o lado dos apreciadores da boa cerveja. Todas as palestras puderam ser acompanhadas pela internet ao vivo pela rádio Coruja www.radiocervejacoruja.blogspot.com ,  uma inovação fantástica realizada pelo pessoal da Cervejaria Coruja, parabéns Rafael.

Na sexta feira também ficamos sabendo que estávamos na final da Barley Wine e da Rauchbier, ambas cervejas realizadas em Brassagens coletivas da Acerva Baiana.

Adriano Acerva BA e Martin Boan Juiz BJCP e fundador da BA MAlt e Centro de Cata de Cerveza

Depois de dois dias de muita cerveja e muitas conversas, o melhor ainda estava por vir. A ansiedade era grande, e enfim a festa começou, com muita cerveja boa e muitos velhos amigos, o pessoal da Acerva Catarinense, Acerva Carioca, Acerva Gaucha, Acerva Mineira, Acerva Paranense, Acerva Paulista e cerveja Mecenas,  e novos amigos da Acerva Pernambucana e Acerva Distrito Federal. Na festa foi embebida a muita cerveja boa, destaque para a Double Vienna do Junka Beer e Petroleum do pessoal da Dum cervejaria do Paraná, além de outras que não me lembro e me perdoem aqueles que não citei, mas tenham a certeza que todas estavam maravilhosas. O almoço foi comida típica Açoriana, baseada em frutos do mar.

Depois do almoço iniciou a cerimônia de premiação, e a torcida foi grande e a esperança maior ainda, mas não esperava que o melhor ainda estava por vir. Competir com os grandes cervejeiros das grandes Acervas é uma tarefa difícil, e por isso não esperava muito das nossas cervejas, apesar de sempre fazer um trabalho com muito estudo e dedicação, apesar de nossas dificuldades em terras Soteropolitanas. A primeira cerveja anunciada foi a Rauchbier, e o quinto, quarto e terceiro lugares foram anunciados, e não esperava mais nada, quando ouvi o nome de nosso presidente Bernardo Lepikson, sim nós ganhamos o segundo lugar na categoria Rauchbier da nossa brassagem coletiva. A emoção foi muito grande e a comemoração da platéia foi eufórica. O troféu recebido pelo amigo Diego, juiz BJCP da Argentina, e a comemoração continuo bastante. Mas quando iniciou o anuncio da categoria Barley Wine, uma nova surpresa, o nome do Avoletta foi chamado, ou seja ganhamos o 5 lugar na Categoria Barley Wine em outra brassagem coletiva, e muito mais comemoração e alegria.

Romero Acerva PE, Adriano Acerva BA e Botto Acerva RJ

E a nossa vitória foi uma das mais comemoradas, o que mostra que nós somos queridos por todos e fazemos questão de sempre procurar as amizades, e isso faz parte do espírito cervejeiro, a amizade acima de tudo. A cerveja nos une e faz com que pessoas que nunca antes se encontraram pessoalmente sejam irmãos ao lado da bebida fraternal. O espirito cervejeiro é sempre promover a paz e união, e por isso sonho em um dia poder comemorar uma vitória da Acerva AM ou Acerva RO, e ai sim podermos dizer que existe uma AcervA Brasil ou Brasileira. Separados já não somos nada e unidos somos muito poucos, então porque continuarmos separados…

VIVA O MOVIMENTO CERVEJEIRO NO BRASIL! Um brinde a nós e a todos aqueles que mesmo com dificuldade consegue levar a palavra da Beerevangelização a todos os quatros cantos do Brasil, do Oiapoque ao Chui, um unico sentimento:

VIVA A CULTURA CERVEJEIRA!!!

Cerimônia de Premiação do 6 Encontro. Valeu Acerva Baiana!

Muito obrigado a Acerva Catarinense que nos proporcionou um encontro tão maravilhoso, e a todas as outras Acervas e futuras Acervas que são nossos irmãos, e a todas as microcervejarias que nos ajudam em nosso movimento,e todos os icones como Martin Boan, Marco Falcone, Katia Jorge, Paulo Schiaveto, Mauríco Beltramelli, Afonso Landini que apesar de nunca terem pisados em terras Baianas para um encontro da Acerva Baiana, comemoraram conosco de uma forma tão maravilhosa que nos deixou emocionados. Obrigado a todos aqueles que acreditam no nosso movimento!

Adriano da Acerva BA no 6 encontro em Florianópolis 2011 – Acerva Baiana medalha de prata Rauchbier e 5 lugar Barley Wine

E VIVA AS ACERVAS!!!





Campanha #cervejadeverdade no Twitter

6 05 2011

A Associação dos Cervejeiros Artesanais da Bahia – ACervA Baiana, está participando da campanha #cervejadeverdade criada por Os Blogueiros Brasileiros de Cerveja (BBC).

O objetivo desta campanha é mostrar que existe um mundo rico e pouco conhecido das cervejas de alta qualidade. Atualmente as grandes cervejarias produzem um volume muito grande de cerveja se preocupando em reduzir ao máximo os custos, reduzindo assim a qualidade dos ingredientes utilizados, substituindo parte do malte de cevada por milho ou arroz, empobrecendo a cerveja. A grande maioria da cerveja produzida em larga escala é do estilo Standard Lager, uma cerveja pálida e sem complexidade, que serve apenas para refrescar, e muitas vezes é produzida com qualidade baixa e indicada para beber estupidamente gelada. Beber cerveja estupidamente gelada esconde os verdadeiros sabores da cerveja.

Com uma cerveja de baixa qualidade, as grandes cervejarias investem muito dinheiro em campanhas massivas de marketing para convencer o consumidor que a sua cerveja é uma cerveja de qualidade e tradição.

A campanha pela #cervejadeverdade é um ato para valorizar e divulgar a boa cerveja, e o resgate pelos maravilhosos estilos de cerveja há muito tempo esquecidos como: Bock, Stout, Porter, Inda Pale Ale, Barley Wine, Lambic, Brown Ale, Red Ale, Belgian Strong Ale, Blond Ale, Rauchbier, Trippel, Dubbel, Brut. São tantos.

Atualmente microcervejarias e cervejeiros caseiros como nós, da ACervA, produzimos variados estilos de cerveja, e utilizamos apenas os melhores ingredientes sem visar nenhuma redução de custo, produzimos uma #cervejadeverdade! Procure sua cervejaria local e experimente uma cerveja artesanal de qualidade!

Um Brinde !





Ah, o Rio de Janeiro!

14 04 2011

Relato de uma visita aos nossos grandes amigos da ACervA Carioca! Foram apenas duas noites, mas uma experiência intensa. O post será longo, mas vou tentar resumir.

Soube que estaria no Rio a trabalho nos dias 11 e 12/04 a noite, prontamente entrei em contato com o grupo para saber se era dia de Terça-sim, tradicional encontro da ACervA Carioca que acontece no Aconchego Carioca, do qual todo cervejeiro merece participar. Não, não era uma terça sim, não seria o dia do tradicional encontro. Porém, melhor do que isso, recebo a resposta de Mauro Nogueira (Confraria do Marques) convocando os colegas da ACervA a fazer uma recepção no Boteco Colarinho, portanto, uma Terça-Também. Me senti o cervejeiro mais importante do mundo. Saio de Salvador já animado com o convite, cheio de expectativas, e muito feliz em saber que iria rever velhos amigos.

Chegando no Rio, segunda feira, vou pro hotel deixar as coisas e parto pro Boteco Colarinho. Lá, era lançamento da Rotter American Pale Ale, e estavam na mesa o criador desta cerveja (ex-aluno de Botto) com sua famila, Botto, Tati, Padilha, Diego (um dos sócios do Bar) e mais algumas pessoas, sou péssimo pra nomes. Logo o papo sobre as ACervAs fluiu, e conversamos sobre a situação da ACervA Baiana e as novidades, da Bahia e do Rio. Falamos das dificuldades de cada acerva e sobre as dificuldades e burocracias com as microcervejarias.

Fiquei surpreso com o serviço e a qualidade do Boteco Colarinho. Coisa fina, com cara de boteco e bem agradável. Tomamos bastante chopp Rotter American Pale Ale e o Rotter Viena. Os petiscos são otimos, destaque para as empadinhas e para a estreia do Bobó de camarão, Escondidinho de Camarão e de carne seca, muito bom! E destaque também para as torneiras de chopp que saem do teto e vão até o balcão. São 09 chopps diferentes e uma carta de cervejas legal.

Chopp Rottër American Pale Ale

O American Pale Ale estava com excelente aparência, parecia filtrado mas não era, o segredo está na levedura utilizada. Aroma suave de malte e lúpulo, apesar de ser uma APA não estava carregada no lúpulo, achei muito boa. Parabéns a Rottër pelo lançamento. Além do APA tinha o Viena que estava muito bom também. Apesar de estar tudo muito bom, não abusei muito e voltei cedo pro hotel.

No dia seguinte, terça feira, sai da reunião no trabalho e parti pra casa do mestre Botto, onde ficaria por esta noite. Conheci o Chopp do Botto e da Tati, preto e marrom, comprido, com grandes orelhas e bem alegre, risos, o cãozinho deles se chama chopp, de apenas 03 meses, uma figura!

Pedi ao Botto que me levasse ao Delirium Café, e ele topou. Fomos ao som de Black Sabbath para Ipanema. Acho que não preciso entrar em detalhes sobre o bar, já temos um post sobre ele, mas não posso deixar de falar como fiquei admirado com o lugar. Dois andares, em baixo o balcão de madeira com choppeiras, e mesas. Em cima mais mesas e um telhado com telhas pintadas, lindo lugar. O som às terças é Blues, puro Blues! A decoração é fantástica, cheio de posters, garrafas, bandejas e bolachas de varias cervejarias do mundo todo. Uma longa prateleira com cervejas a disposição para levar ou consumir no local, várias preciosidades, fica difícil escolher, mas pude contar com a ajuda do mestre Botto. Começamos com o chopp Delirium, Strong Golden Ale, uma delícia, com caráter belga, frutado e aromático.

Eu e Botto no Delirium Café, chopp Delirium.

Em seguida, aproveitando o estilo para o concurso nacional deste ano, uma Aecht Schlenkerla Rauchbier, essa é muito defumada, lembrando bacon e com algum tostado dos maltes, autêntica cerveja defumada alemã. A fome bateu e pedimos uma linguiça na chapa recheada com queijo e acompanhada de molho de mostarda escura e pão, excelente tira gosto, um dos melhores para comer tomando uma cerveja. Para harmonizar, escolhemos uma La Chouffe Dubbelen IPA Tripel, uma espécie de tripel com lupulagem de IPA, cerveja bem maltada, com caráter belga de ésteres, porém com uma boa lupulagem herbal. A espuma é absurdamente persistente e firme. Não harmonizou bem como esperávamos, a cerveja se sobressai um pouco, porém curiosamente o pão só com a mostarda harmonizou, pois a mostarda é bem forte e casa com o lupulo herbal perfeitamente. Mesmo assim nem preciso dizer que tava maravilhoso, né?

La Chouffe Dubbelen IPA Tripel

Para finalizar e ir pro Boteco Colarinho de novo (já estavam nos esperando lá) pedi uma cerveja que há muito tempo sonhava em degustar, Ola Dubh. Na ocasião pedimos pela 40 (veja a descrição), que é a mais forte de todas. Apesar de toda expectativa que criei em cima dessa cerveja, esperava ser uma das melhores da vida, ela conseguiu superar muito, mas muito mesmo. Logo ao servir no copo, mostra sua poderosa cor negra parecendo mesmo óleo velho de motor, pouca carbonatação, e uma fina espuma persistente. Esperamos alguns minutos para esquentá-la enquanto terminávamos a La Chouffe. Ao levar ao nariz, aí vem a surpresa, de início vem o envelhecido whisky e toda sua turma de amigos, baunílha, carvalho, peated malt (malte defumado de whisky)…além de cerejas, torrado, chocolate e malte. Botto chama atenção ao côco, não tinha percebido ainda (afinal é como estar na frete de um puta quadro observando cada detalhe), mas tem muito côco e côco queimado, os dois. Já intimidado, tomo coragem e provo o primeiro gole. Puta que pariu. O sabor acompanha tudo isso que falei com um destaque mais evidente aos maltes tostados e sabor de whisky. O que chama atenção é a textura, macia, fôfa, aveludada e esquenta sem perceber nada de álcool (8%). Retrogosto persistente que lembra trufa daquelas de chocolate com licor!

Terminando a La Chouffe e esperando a hora certa da Ola Dubh 40.

 Assim fomos no carro pro Boteco Colaarinho ouvindo Led Zeppelin e lembrando de sua vinda aqui pra Salvador em 2009.

Chegando no Boteco Colarinho já tinha uma galera nos esperando mesmo, na praça em frente, com vários post-mix e uma choppeira com duas torneiras. Lá estavam, Mauro Nogueira, Luciane, Ricardo Rosa, Eduarda, Bode, Mauro, Bernardo Couto, João Veiga, Diego e muitos outros amigos da ACervA Carioca que, me perdoem, não consegui guardar os nomes. Fiquei imensamente feliz em rever aqueles amigos e de ver a união deles nos eventos, uma pequena visita de outra ACervA já vira uma festa. Muita conversa boa sobre as ACervAs, sobre o concurso de Florianópolis que ocorrerá em Junho, sobre o regulamento e sobre os estilos. As cervejas: uma Black IPA da Confraria do Marques, muito gostosa e lupulada, escura, mas sem muito caráter de tostado como pede esse novo estilo, essa mais leve. Uma Imperial Black IPA, porradona, forte e muito lupulada. A Delicia Eiou, com um dry-hopping animal, lúpulo líquido, ótima. Uma Bitter de Ricardo Rosa, muito bem maturada e perfeitamente balanceada, fiz um comentário sobre o armargor baixo, mas Ricardo me corrigiu, apesar de se chamar Bitter, não é uma cerveja amarga como ESB ou IPA, bem menos, e com uma drinkability ótima. Tinha um post mix do Bode, não lembro o estilo, mas era uma lavagem de Barley Wine e estava muito gostosa. Enfim, foi muito legal compartilhar esse momento com a galera da ACervA Carioca, que gentilmente se reuniram para receber um membro de outra ACervA. Vocês são maravilhosos!

Na ocasião, fomos presenteados com uma Duble Chocolate Stout, parceria da Dado Bier com Ricardo Rosa e Mauro Nogueira. Fui pra casa com Botto dormir pra levantar cedo e voltar pra Salvador. Pensa que acabou? Não, Botto presenteia a ACervA Baiana com uma Göttlich Divina!. Volto no avião mais do que feliz, ansioso para contar as novidades e sobre o maravilhoso encontro com a ACervA Carioca.

Esperamos vocês por aqui.

Abraços,

Bernardo Lepikson





SEGUNDA LEVA COLETIVA – BOHEMIAN PILSNER

20 03 2011

Sábado, dia 19 de março de 2011,  foi nesse dia que aconteceu a segunda brassagem coletiva da Acerva Baiana, e dessa vez o estilo escolhido foi a Bohemian Pilsener, e o lugar escolhido foi a casa do presidente Bernardo.

Mais um dos estilos do VI Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, que acontecerá de 23 a 25 de junho de 2011, na cidade de Florianópolis, mais informações no site http://www.acervacatarinense.com.br , o estilo Bohemian Pilsener é o estilo da famosa Pilsner Urquell, fabricada pela primeira vez no ano de 1842 na cidade de Plzen na República Tcheca, na região da Bohemia, e é caracterizada por uma cerveja dourada, bem clara e com um rico e complexo aroma e sabor de malte, um bouquet floral do Lúpulo Saaz, e embora complexa é bem refrescante. Mais sobre o estilo acesse o site do BJCP http://www.bjcp.org/2008styles/style02.php#1b .

O dia começou bastante chuvoso e acho que isso espantou os membros da Acerva Baiana, e estavam presentes o presidente Bernardo e o diretor Adriano. A receita (em breve nesse site no tópico Receitas) foi elaborada pelo presidente Bernardo, e inovamos mais uma vez em nossa jornada de aprendizagem, colocando um pouco de água deionizada, que pegamos no laboratório de Química (obrigado Raigenis e Olivalter).

A água é um dos principais componentes da cerveja, e tem um papel fundamental na sua fabricação. A famosa água da cidade de Plzen, é a água mais leve utilizada na fabricação de cerveja, baixa em sulfatos e carbonatos, que faz com que o lúpulo fique mais suave. A água deionizada foi utilizada para deixar a nossa água um pouco mais leve, e apesar de não conhecermos o perfil de nossa água com exatidão, acreditamos que a mistura deixou a água mais leve, lembrando que é necessário a presença dos íons na água, e que eles tem papel fundamental no resultado final da cerveja.

Na brassagem também utilizamos o método de decocção para conseguir a subida de temperatura. Esse método consiste em ferver parte do mosto, e depois adicioná-lo novamente para conseguir subir a temperatura a um nível desejado. No site da Acerva Carioca tem um excelente artigo sobre decocção, escrito pelo grande cervejeiro carioca Ricardo Rosa http://www.acervacarioca.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21:decoccao&catid=1:processo&Itemid=2 .

Optamos por realizar apenas uma temperatura na brassagem, por ter um malte bem modificado, diferente do malte Moraviano, utilizado para fazer a Bohemian Pilsner original, que é pouco modificado, e por isso precisa passar por várias temperaturas na brassagem, para conseguir extrair todos os nutrientes e açucares necessários para a levedura poder atuar. Na nossa leva a decocção foi utilizada apenas para realizar a subida de temperatura para o Mash Out.

Mais uma vez utilizamos uma levedura líquida da Wyeast Urquell Lager, trazida dos Estados Unidos pelo Avoletta, e devidamente propagada pelo Adriano.

Tivemos um pouco de trabalho para realizar o resfriamento, porque em nossa terra o calor é um pouco exagerado, e é de suma importância que a temperatura de inoculação da levedura seja baixa. Mas após o resfriamento por um chiller de imersão, onde a água passava antes por um outro chiller imerso no gelo, deixamos o mosto na geladeira até conseguir abaixar a temperatura.

Agora é só esperar a levedura fazer seu trabalho, que vai ser longo e cansativo, afinal serão em média 15 dias de fermentação, e torcer para que a nossa cerveja seja bem qualificada pela equipe de juízes em Florianópolis.

Durante os trabalhos ainda degustamos uma Pale Ale leve e bem lupulada do Bernardo e uma Begian Dubbel bem frutada do Adriano, e ainda almoçamos um excelente Strogonoff feito pela mãe do Bernardo.

Lendo esse post aposto que quem não foi está ai se lamentando e perguntando “Porque eu não fui?”. Mas ainda falta um estilo para a Acerva Baiana realizar para o concurso, a Rauchbier, e esperamos que todos compareçam da próxima vez.





Teste Drive Avoletta 01 – Delirium Café/RJ

20 02 2011

 Segunda-feira, 24/01, 21:00h, Rio de Janeiro, Copacabana, 30ºC, cheguei no hotel vindo de Porto Alegre, abri meu notebook e peguei o endereço do Delirium Café e meu plano de degustação (é, eu planejo isso também, vícios da profissão), tomei um banho rápido e parti para guerra!

http://www.deliriumcafe.com.br/

Delirium Café - RJ

Apenas as 3 primeiras estavam no plano, o resto foi o destino!

Cheguei ao Delirium Café um pouco antes das 22:00, pedi primeira cerva e  também um BabyBeef com molho especial preparado com BadenBaden Stout, sugestão do garçon  Antonio (muito atencioso e conhecedor).

BROOKLYN EAST INDIA PALE ALE

Apesar do nome “India” não tem características de IPA americana super lupulada. Na verdade é uma versão Summer de uma IPA, leve, muito frutada. Grande candidata a cerveja do dia-a-dia para nosso tipo de clima, (gerando um clone, lógico!)

 Vol: 355ml ABV: 6.8%

 Minha nota: 8

Começamos a conversar sobre cerveja e me contou que o gerente Tom tem mais de 14 anos de experiência. Logo me interessei, mas já estava na hora de pedir a próxima.

LUCIFER

Vencedora da World Beer Cup, Gold em 2004, é uma Belgian Strong Pale Ale, cor pálido/dourado, notas de maça e mel no sabor e aroma, que é possível captar a distancia (também, numa noite de 30ºC…). O álcool sobressai um pouco, mas sem brigar com corpo firme e os inebriantes aromas.

Há muito esperava para prová-la pois já havia sido muito bem recomendada pelo gerente do Asterix/SP.

Expectativas completamente satisfeitas!!!

 Vol: 355ml ABV:8.0%

Minha nota: 9

GOUDEN CAROLUS CLASSIC

Belgian Strong Dark Ale – Mais uma indicação do Asterirx/SP, cor bem escura, creme beje/laranja espesso, no olfato frutas secas, café, melaço, o sabor acompanha os aromas, incrível retro gosto persistente e muito agradável, doce e amargo ao mesmo tempo, com o lúpulo do tipo “quero mais, mais, mais!!!”.

Pensei que conhecia alguma coisinha de cerveja, engano total! Melhor cerveja que já provei até agora!! (será?)

Sabores muito complexos, persistentes, nunca vi nada igual.

 Vol: 355ml ABV: 8.5%

 Minha nota: 10 com louvor!

Quase meia noite, hora do bar fechar, Antonio me apresenta ao Tom Lima, gerente da casa, e sou elogiado pela seqüência escolhida. Muito papo sobre cerveja e Tom me convida permanecer no bar de portas fechadas, pois eu tinha lançado um desafio: “ Não dá para beber nada melhor depois da Carolus”, ao que Tom responde que é realmente muito difícil, também por que há paladares diferentes para cada estilo diferente de cervejas. (Lembro-me do tempo de era consultor…ter sempre uma resposta para o cliente).

Ele aceita o desafio e já de portas fechada apresenta:

 TROIS PISTOLES

 Belgian Strong Dark Ale – Deus existe! Ele só deve tomar esta preciosidade! Incomparável! Surpreendente! Bateu a Calorus (Achei que isso seria impossível). Se fosse comparar com uma música tenho certeza que  bebi a Ode to Joy da 9ª de Beethoven!

 Toffe, chocolate, madeira, leve cítrico, tudo junto, mas claramente perceptível, imaginei que o mestre cervejeiro teve o poder mágico de colocar cada sabor e aroma com as próprias mãos no lugar e tempo certos!

Cor negra/rubi, espuma firme, impacto inicial de vinho e frutas vermelhas no olfato, não vai embora, fica, fica, fica…..O mesmo ocorre no paladar. (como se faz isso? vou usar cola na minha próxima brassagem!!!)

O lúpulo estava lá em harmonia com tudo, nada agressivo, emprestando ao conjunto o amargor e o herbáceo que quebra a doçura tão bem modelada. (Temos que aprender que muito lúpulo não é sinônimo de boa cerveja).

Vol: 750ml ABV: 9%

 Minha nota: O que dizer? Or Concours!

Fiquei contente e triste ao mesmo tempo, divaguei: Nunca vou conseguir reproduzir uma bebida como essa! Frustrado com o mundo cervejeiro, que me colocou no meu devido lugar, pensei em ir para casa, mas a vida continua…. e tomamos mais algumas!!!

 Ok, já tínhamos acabado a competição, não dá pra fazer milagre, certo?

 O Ricardo, garçom que também havia ficado com gente, para aproveitar  “as saideiras”, participou de todo esse árduo processo de degustação e de quando em vez nos presenteava com um filezinho com molho de queijo e fantásticos bolinhos de Feijoada.

Isso mesmo!!! Uma deliciosa massa do que parecia arroz/feijão e carnes desfiadas, recheada de couve à mineira!!!

Exclusividade do Delirium Café que deve ser patenteada urgentemente!

Próximas:

ST FEUILLIEN – CUVÉE DE NOEL

Belgian Strong Dark Ale – Escura mas um pouco mais para cobre, excepcional cerveja com característica marcante de peras no aroma e sabor. Imagine-se degustando um bolo de frutas, estará bem próximo da sensação.

Algo picante, doce,  mas nada enjoativa. Devido a seqüência anterior, ficou um pouco atrás, se degustada em separado é uma excelente pedida. Vou experimentar novamente com certeza!

Vol: 750ml ABV: 9%

Minha nota: 8

Ainda bebemos:

TRAPIST ACHEL

GUINNESS de torneira! (ou foi de balde?)

LICOR EISENBAHN – Acho que era com cereja??? Nessas alturas não lembro de mais nada!

FLORIS FRAISE – Não bebi, comprei para levar para casa.

Recomendo o local, não só pela variedade e qualidade das cervejas mas principalmente pelo atendimento, e paixão com Tom descreve cada produto, com precisão e profundo conhecimento!

Descrevo o resto no próximo post.

Avoletta